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Discalculia, quando os números viram um desafio

Como perceber os sinais da discalculia

24/03/2025

Crianças com dificuldade persistente em entender quantidades, calcular mentalmente ou lembrar operações simples podem estar lidando com a discalculia, um transtorno específico de aprendizagem que afeta a compreensão dos conceitos matemáticos. Diferente da dificuldade comum com matemática, a discalculia é uma condição neurológica que interfere diretamente na forma como o cérebro processa números e relações numéricas.

Embora os sinais possam variar de acordo com a idade, existem indícios que devem acender o alerta em casa e na escola. Entre os mais comuns estão a dificuldade em reconhecer padrões, em contar para trás ou associar símbolos numéricos a quantidades. Crianças com discalculia podem não conseguir compreender a lógica por trás de operações simples, precisar contar nos dedos com frequência e se atrapalhar com tarefas cotidianas que envolvem noções numéricas, como organizar brinquedos por quantidade ou conferir o troco.

Na adolescência, o problema pode continuar impactando o rendimento escolar, com dificuldades em interpretar gráficos, entender fórmulas ou acompanhar o raciocínio em disciplinas que envolvam medidas e estatísticas. A discalculia é muitas vezes confundida com desatenção ou falta de interesse. No entanto, trata-se de uma condição que precisa ser identificada com precisão para que a criança receba o suporte adequado.

Ainda que os sintomas sejam evidentes em muitos casos, o diagnóstico da discalculia exige uma avaliação multidisciplinar, geralmente conduzida por psicólogos ou neuropsicólogos. Esses profissionais aplicam testes específicos para identificar falhas no processamento de informações matemáticas e diferenciar a discalculia de outras dificuldades de aprendizagem ou questões emocionais.

Existem diferentes tipos de discalculia, como a verbal, em que a criança não compreende conceitos matemáticos falados; a ideognóstica, que compromete o raciocínio mental com números; e a gráfica, em que há dificuldade em escrever corretamente os símbolos matemáticos. Em qualquer uma dessas formas, é importante destacar que a criança não é menos inteligente ou preguiçosa. Ela apenas processa a matemática de forma diferente.

Com diagnóstico precoce, é possível adotar estratégias que aliviem os impactos da discalculia no cotidiano e no desempenho escolar. Entre as adaptações mais comuns estão o uso de recursos visuais, jogos educativos, calculadoras e tempo adicional para realizar provas. A paciência, o reforço positivo e a criação de um ambiente seguro são indispensáveis nesse processo de aprendizado.

Pais e professores desempenham um papel essencial ao observar, acolher e encaminhar corretamente a criança. O apoio emocional é tão importante quanto o pedagógico. Sentir-se compreendida faz toda a diferença para que a criança não perca a confiança em sua capacidade de aprender.

Para saber mais sobre discalculia, visite https://institutoneurosaber.com.br/artigos/discalculia-quando-a-dificuldade-com-a-matematica-e-um-disturbio-de-aprendizagem/ e https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/criancas/discalculia-em-criancas-o-que-e-como-identificar-e-tratar,29b36ac951352311a7200862b613bdabnjifb1at.html#google_vignette

 


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